Eu gosto do sítio onde moro.
Talvez seja o sítio onde morei, até hoje, que mais gosto.
Grande parte da minha vida morei no Restelo. É local que sinto como minha casa. Quando lá vou, tenho uma sensação de paz que nunca mais encontrei em lado algum. É lá a minha casa, conceito que para mim sempre foi abstracto.
Depois mudei-me para Alfragide onde vivi 5 anos. Odiava lá morar, nunca me senti bem naquele bairro onde entrava e saía sem que ninguém desse por mim. Uma das razões porque eu não gostava de lá estar era o facto de ter perdido o estatuto de menina do Restelo que, "de surra" gostava de cultivar.
Agora, onde moro, há a familiaridade do Restelo com a vantagem de se estar no centro de Lisboa. Bem pertinho de uma estação de Metro, como eu sempre quis.
Quando vou ao parque com a Luísa encontro sempre as mesmas pessoas e falamos. Uau, eu sou uma pessoa conhecida no meu Bairro. Conseguem, aos poucos, levemente, passar-me um sentimento de pertença que é tão raro eu ter...
Hoje decidimos organizar-nos para reclamar na Junta sobre o estado do Jardim. Parece ser uma coisa em grande.
Vou ter pena quando sair daqui.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Pessoal do meu Bairro
Publicada por
Maria Inês (há quem chame Maria, há quem chame Inês)
à(s)
quinta-feira, abril 08, 2010

Etiquetas:
Amo a cidade,
Fe-di-ve-res
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É bom haver sossego no bairro onde se vive, e é simpático poder conversar com os vizinhos no parque.
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